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	<title>Prosa em Verso &#187; Suzana Martins &#8211; Conotações</title>
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		<title>The Masquerade</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 16:58:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
Não era carnaval nem festa à fantasia, mas estavam todos vestidos a caráter. Todos usavam suas máscaras diárias que escondiam sentimentos, preconceitos e verdades mal faladas&#8230; E entre tantos olhares atentos, adentrei pelas portas daquele salão.
Entrei sem fantasia a ponto de não ser reconhecida por ninguém, nem mesmo por você que sempre se orgulhava em dizer que me conhecia como a palma de sua mão. Entrei com a alma limpa.
Suas máscaras não me viram, mas os meus olhos te descobriram em algum lugar por ali distribuindo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/">Conotações</a></strong></em></p>
<p align="justify">Não era carnaval nem festa à fantasia, mas estavam todos vestidos a caráter. Todos usavam suas máscaras diárias que escondiam sentimentos, preconceitos e verdades mal faladas&#8230; E entre tantos olhares atentos, adentrei pelas portas daquele salão.</p>
<p align="justify">Entrei sem fantasia a ponto de não ser reconhecida por ninguém, nem mesmo por você que sempre se orgulhava em dizer que me conhecia como a palma de sua mão. Entrei com a alma limpa.</p>
<p align="justify">Suas máscaras não me viram, mas os meus olhos te descobriram em algum lugar por ali distribuindo sorrisos venenosos a todos que te rodeavam. Reconheci facilmente o brilho ofuscado de suas palavras mascaradas e percebi a minha ingenuidade nessa sua teia de aproximações que um dia eu caí.</p>
<p align="justify">Você, como ninguém, conseguia prender todos às suas fantasias sentimentais. Sentimentos pintados, bordados e mascarados.</p>
<p align="justify">Os nossos olhos por um momento se encontraram, porém não foram reconhecidos. Tu usavas um vestido que acentuava o seu corpo, e os seus lábios estavam pintados de vermelho combinando com as suas unhas. Era o seu reflexo de predadora. A sua melhor forma, a sua melhor fantasia. Um disfarce perfeito. </p>
<p align="justify">Eu estava a te observar quando alguém se aproximou oferecendo-lhe a mão num gesto de quem convidava para dançar. Porém tu recusaste o primeiro convite, apenas tentando iludi-lo e envolvendo-o nesse seu jogo de predadora.</p>
<p align="justify">Então, você me escolheu. Rodopiamos pelo salão sob os olhares atentos daqueles que estavam por ali. Você gostava da platéia a te admirar. Era visível o sorriso nos lábios de todos que nos observavam, porém aqueles sorrisos ficavam escondidos diante dos meus olhos, pois o seu egocentrismo ressaltava. Eu conhecia o que sua máscara ocultava&#8230;</p>
<p align="justify">Dançávamos, quando os seus olhos encontraram os meus novamente. Você parou. Reconheceu o meu olhar que estava despido de qualquer fantasia. Era como se a minha presença deixasse de partilhar o seu momento. Era como deixar a máscara cair revelando a sua nudez. O meu improviso parecia arruinar a sua encenação.</p>
<p align="justify">Houve sussurros no salão na ânsia de entender o motivo dos passos congelados&#8230;</p>
<p align="justify">Paramos, e sem máscaras olhávamos nos olhos. O seu personagem era tão difícil de representar que pesou em sua máscara, deixando-a cair. O baile acabou. Saí com a certeza de que temes os olhos que te observam sem fantasias, e não permitirei, jamais, mascarar-me de ti, por isso adentrei aquele salão com a alma exposta!</p>
<p align="center"><a href="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Masquerade_by_wizfrikiman1.jpg"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="Masquerade_by_wizfrikiman" border="0" alt="Masquerade_by_wizfrikiman" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Masquerade_by_wizfrikiman_thumb1.jpg" width="210" height="400" /></a></p>
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		<title>Cor: Camale&#227;o</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 15:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
 Olho-me e a resposta do espelho é diferente a cada olhar repetitivo que faço. Nunca tenho uma imagem idêntica, há sempre cores que divergem entre si. E nem pense que é a cor dos cabelos que muda a cada pintura. Também não é a cor dos olhos que pintam em todos os arco-íris que aparecem no céu e nem é a minha pele que está diferente em cada tom de verão. Olho três vezes no espelho e o reflexo sempre diverge. Há mudanças, há vários ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/">Conotações</a></strong></em></p>
<p align="justify"><a href="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cor_espelho.jpg"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" title="cor_espelho" alt="cor_espelho" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cor_espelho_thumb.jpg" width="318" height="346" /></a> Olho-me e a resposta do espelho é diferente a cada olhar repetitivo que faço. Nunca tenho uma imagem idêntica, há sempre cores que divergem entre si. E nem pense que é a cor dos cabelos que muda a cada pintura. Também não é a cor dos olhos que pintam em todos os arco-íris que aparecem no céu e nem é a minha pele que está diferente em cada tom de verão. Olho três vezes no espelho e o reflexo sempre diverge. Há mudanças, há vários reflexos. Cor: camaleão. Já não procuro respostas nem identidades. Sou camaleão adaptável em labirintos sem saídas. Sou arco-íris de saudade com paredes em tons amarelados. Diversidade de reflexos. Rasgo em minha pele as mudanças da minha cor, dos sonhos que trago em mim. Sou camaleão nos reflexos de espelhos&#8230; Olho-me e encontro várias respostas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Espet&#225;culo confuso</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 15:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
 Então as luzes se apagaram e eu fiquei aguardando o início do espetáculo. Naquele momento a minha imaginação começou a flutuar e procurar pessoas que dariam vida às grandes histórias que eram contadas, lidas e escritas. Apareciam reis, rainhas, homens, mulheres, crianças. Era o cenário mais bonito que eu já vira.
Mas por um momento me senti num mundo de interrogações. Aquelas personagens não conseguiam se entender, todas falavam ao mesmo tempo. Era como se não tivessem estudado o roteiro. E em meio àquele caos, as ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Por <a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank"><strong>Suzana Martins</strong></a> em <a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/" target="_blank"><strong>Conotações</strong></a></em></p>
<p align="justify"><a href="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fugindo.jpg"><img style="display: inline; margin-left: 0px; margin-right: 0px" title="fugindo" alt="fugindo" align="right" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/fugindo_thumb.jpg" width="243" height="253" /></a> Então as luzes se apagaram e eu fiquei aguardando o início do espetáculo. Naquele momento a minha imaginação começou a flutuar e procurar pessoas que dariam vida às grandes histórias que eram contadas, lidas e escritas. Apareciam reis, rainhas, homens, mulheres, crianças. Era o cenário mais bonito que eu já vira.</p>
<p align="justify">Mas por um momento me senti num mundo de interrogações. Aquelas personagens não conseguiam se entender, todas falavam ao mesmo tempo. Era como se não tivessem estudado o roteiro. E em meio àquele caos, as frases gritavam tentando montar os seus diálogos, mas parecia cada vez mais difícil e incontrolável. A cena seria perfeita se não fosse toda essa balbúrdia, esse tal mistério desorganizado.</p>
<p align="justify">E, quando percebi, eu estava ali, naquele palco, mas não havia plateia nem protagonistas.&#160; Não havia mais ninguém. Eu estava só! Fechava os olhos na esperança de encontrar uma porta aberta que me levasse de volta para aquele cenário, mas o silêncio escandaloso me prendia naquele lugar que me deixava cada vez mais confusa e solitária.</p>
<p align="justify">Então, desisti de entender tudo aquilo. Abri meus olhos e me vi fugindo daquele escarcéu. Desci as escadas com aquela cara de assustada e um figurino incompleto. Abandonei as minhas fantasias e ilusões. Fechei a porta do meu mundo e deixei embalar pela canção dos meus momentos. A inquietação estava nas minhas palavras sem saber o que escrever. Tinha as ideias, mas não conseguia uni-las.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sabores e despedidas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Não diga adeus.
Por Suzana Martins em Conotações
Eu nunca gostei das despedidas, elas sempre deixam buracos na alma. É como desmontar o coração e deixá-lo como peças de um quebra-cabeça embaralhado. É triste a partida, seja para perto ou longe. Mesmo sabendo que hoje em dia não existe lugar tão distante, a dor não diminui.
Mas exaltar as despedidas é como venerar corações partidos. Sempre fica e vai uma dor: A dor do adeus.
Olhar nos olhos, tomar um chopp, fumar um cigarro, chorar, sorrir&#8230; Ações e sentimentos que ficam apenas na lembrança ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Não diga adeus.</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank"><strong>Suzana Martins</strong></a> em <a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/" target="_blank"><strong>Conotações</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-3145" href="http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/03/01/sabores-e-despedidas/sabores-e-despedidas/"><img class="alignright size-medium wp-image-3145" title="sabores e despedidas" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/03/sabores-e-despedidas-300x291.jpg" alt="" width="300" height="291" /></a>Eu nunca gostei das despedidas, elas sempre deixam buracos na alma. É como desmontar o coração e deixá-lo como peças de um quebra-cabeça embaralhado. É triste a partida, seja para perto ou longe. Mesmo sabendo que hoje em dia não existe lugar tão distante, a dor não diminui.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas exaltar as despedidas é como venerar corações partidos. Sempre fica e vai uma dor: A dor do adeus.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhar nos olhos, tomar um chopp, fumar um cigarro, chorar, sorrir&#8230; Ações e sentimentos que ficam apenas na lembrança das cores escuras de um chocolate meio amargo. Mesmo doce, ainda existe o sabor forte da dor daquele partiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem vai, carrega consigo a saudade dentro da mala. Quem fica, sente o vazio nas esquinas que um dia por ali passaram.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca gostei de exaltar o adeus. Sempre encarei como <em>“até mais tarde”</em> ou <em>“até a próxima”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços, sorrisos, um simples <em>“té mais”</em> e, depois, vai cada um para seu lado, mesmo sabendo que aquele abraço está dizendo <em>“até um dia”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não gosto das cartas que pintam o adeus. Elas deixam perfumes nas mãos de quem recebe e as lágrimas escorrem como tinta fresca jogadas à parede. Gosto das viagens, das pessoas, mas não gosto de exaltar as despedidas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O que tem marcar são todos os momentos felizes que foram brindados, ou até mesmo aqueles dias em que choramos, brigamos e as idéias divergiram&#8230; É a presença que sempre será lembrada, não o dia do adeus. Talvez seja por isso que nunca gostei da dor das despedidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Até breve!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O doce e conotativo colo de mamãe</title>
		<link>http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/22/o-doce-e-conotativo-colo-de-mamae/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
As velhas imagens daquela antiga rua desenhavam labirintos em minha mente&#8230;
Enquanto eu caminho pelas minhas lembranças procuro o presente de um passado que ainda vive. É como sentir os meus pés flutuando pelos trilhos daquela velha estrada de ferro, onde brincávamos nas tardes de outono.
As vielas parecem intactas. O tempo nunca fora capaz de apagar as cores que enfeitam os casebres daquele vilarejo&#8230; Aquele cheirinho de manga rosada ainda persiste entre os arbustos do campo e as crianças correm felizes de um lado para o outro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank"><strong>Suzana Martins</strong></a> em <a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/" target="_blank"><strong>Conotações</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-3026" href="http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/22/o-doce-e-conotativo-colo-de-mamae/lembrancas/"><img class="alignleft size-medium wp-image-3026" title="lembranças" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lembranças-246x300.jpg" alt="" width="221" height="270" /></a>As velhas imagens daquela antiga rua desenhavam labirintos em minha mente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto eu caminho pelas minhas lembranças procuro o presente de um passado que ainda vive. É como sentir os meus pés flutuando pelos trilhos daquela velha estrada de ferro, onde brincávamos nas tardes de outono.</p>
<p style="text-align: justify;">As vielas parecem intactas. O tempo nunca fora capaz de apagar as cores que enfeitam os casebres daquele vilarejo&#8230; Aquele cheirinho de manga rosada ainda persiste entre os arbustos do campo e as crianças correm felizes de um lado para o outro com a inocência dos seus sonhos sem medo do amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem nenhuma esperança de encontros ou qualquer outra lembrança que tocava os meus olhos, apenas levitava pelas recordações ouvindo a doce voz de mamãe e as risadas das travessuras de infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Naquele tempo, fugíamos da cidade e refugiávamos na vila das emoções e desejo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser saudade tocando aqui dentro, ou qualquer outra sentimentalidade que eu não saiba explicar&#8230; Mas até lembranças ocultas e aromas infantis definem as conotações do colo de mamãe.</p>
<p style="text-align: justify;">E quanto mais ela acaricia meus cabelos, eu tenho as lembranças daquela pequena aldeia de férias.</p>
<p style="text-align: justify;">A saudade dança aqui dentro ao som das histórias cantaroladas por quem viveu e cresceu apreciando os detalhes. Pequenas lembranças duram mais que fotografias guardadas em álbuns dentro dos baús.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Roda-viva</title>
		<link>http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/15/roda-viva/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 20:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
Despi-me de toda aquela alegria infame e cheia de hipocrisia. Rasguei aquele sentimento tão puro e tão falso. Deixei que brotasse dos meus olhos aquela enxurrada de lágrimas que prometi serem as últimas. Foram tantos sentimentos misturados que me vi numa roda gigante em movimento. Lá do alto observava momentos que estavam tão pertos de mim, mas quando chegava lá no chão eles tornavam-se longínquos, era como está numa roda viva.    Os piões giram num quadrado circunflexo e o mundo da voltas numa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/">Conotações</a></strong></em></p>
<p align="justify">Despi-me de toda aquela alegria infame e cheia de hipocrisia. Rasguei aquele sentimento tão puro e tão falso. Deixei que brotasse dos meus olhos aquela enxurrada de lágrimas que prometi serem as últimas. Foram tantos sentimentos misturados que me vi numa roda gigante em movimento. Lá do alto observava momentos que estavam tão pertos de mim, mas quando chegava lá no chão eles tornavam-se longínquos, era como está numa roda viva.    <br />Os piões giram num quadrado circunflexo e o mundo da voltas numa linha paralela distante de toda essa realidade. Mundo solitário feito de um redemoinho que devasta todas as minhas alegrias. São tempestades cravadas num peito que sangra longe e ninguém sente. As minhas solidões, só eu entendo, o meu mundo é uma roda viva indecifrável.     <br />E essa roda-gigante sem parque de diversões, solitária em mundos distantes, sobe e desce sonhos inadiáveis que pedem tempo oval para serem realizados. Cheios de náuseas eles são vomitados de baixo para cima e tentam entender os giros que são retangulares&#8230; “Roda mundo, roda-gigante&#8230; O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração&#8230;”     <br />Faço círculos para tentar entender o porquê dessas confusões que transformam as minhas solidões tão imperceptíveis. São círculo distante, sem luzes, sem brilho que me deixam completamente tonta e sem forças para carregar a saudade e a distância existente entre mundos que giram e nunca se encontram.</p>
<p align="center"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="London_Eye_by_sergioviana" border="0" alt="London_Eye_by_sergioviana" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/02/London_Eye_by_sergioviana.jpg" width="355" height="320" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Por que segunda-feira?</title>
		<link>http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/08/por-que-segunda-feira/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 20:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
Olá, amigos e leitores, tudo bem? Acredito que sim, e se estiver mais ou menos pode ter certeza de que tudo vai melhorar!
Antes de qualquer conotação cantada, tocada ou proseada, eu quero agradecer aos amigos que semanalmente passam por aqui e despejam carinhos por essa pessoinha que vos escreve. Alguns comentam, outros apenas leem e outros gentilmente mandam e-mails, recadinhos e tantas manifestações de amizade que o Prosa em Verso nos proporciona. Obrigada de coração!
E voando pelas conotações em forma de agradecimento, quero apenas esclarecer algumas ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/" target="_blank">Conotações</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Olá, amigos e leitores, tudo bem? Acredito que sim, e se estiver mais ou menos pode ter certeza de que tudo vai melhorar!</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de qualquer conotação cantada, tocada ou proseada, eu quero agradecer aos amigos que semanalmente passam por aqui e despejam carinhos por essa pessoinha que vos escreve. Alguns comentam, outros apenas leem e outros gentilmente mandam e-mails, recadinhos e tantas manifestações de amizade que o Prosa em Verso nos proporciona. Obrigada de coração!</p>
<p style="text-align: justify;">E voando pelas conotações em forma de agradecimento, quero apenas esclarecer algumas coisinhas. Talvez eu pudesse usar a coluna “Devaneios”, mas como toda palavra escrita, falada ou cantada é meio conotativa, vou viajando em minhas palavras por aqui! =)</p>
<p style="text-align: justify;">Há alguns dias recebi um email que dizia o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Olá, Su,<br />
(&#8230;)<br />
Li alguns dos seus escritos e fico me perguntando por que alguém escolheria a segunda-feira para poder escrever. E o que mais gosto é que os seus textos são leves e nunca têm cara de segundas-feiras. Algum motivo em especial?!”</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Então, eu mesma fiquei me perguntando por que escolhi segunda-feira quando a Tati me convidou. E de tanto de pensar, as palavras escorreram assim:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os meus olhos enxergam os dias de várias maneiras&#8230; Seja o mais quente deles, (como esse tempo que tem absorvido minha pele), ou aqueles dias frios em que o vento me abraça e aquece meus sentimentos.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Faça chuva ou faça sol, ele desenha movimentos onde eu aprecio os detalhes.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A segunda-feira aos poucos vai brincando de ser terça, quarta, quinta, sexta-feira, sábado e lentamente um preguiçoso domingo.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem é que não têm as suas segundas-feiras ocupadas, levante as mãos? /o\ &#8230;</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É! As minhas são cheias também; porém costumo pintá-las de forma abstrata ou concreta, depende do sol, da chuva ou das estações do ano&#8230;</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vivo cada instante das segundas, vivo todos os dias num só.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Gosto de apreciar o sol e seu espetáculo ao nascer e ao morrer. As cores do céu, do mar&#8230; Saborear alguns chás e seus aromas poéticos&#8230; Trabalhar e poder deixar os pensamentos navegarem até algum porto onde a brisa possa acariciar minha pele.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em dias chuva, gosto de olhar a janela e ver os pingos sendo desenhados junto à fumacinha que levanta da minha xícara de chá&#8230;</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se começamos bem, tudo se desenrola tranquilamente. Mas se o início é meio tenso, podemos modificar tudo, começar do zero e melhorar o sorriso no final do dia, ou no decorrer das horas.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que realmente eu sei, é que as segundas-feiras são dias conotativos. Uma tela em branco que aos poucos vai sendo pintada, ou uma escultura sendo moldada.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não é um dia comum, é apenas mágico!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se passarmos a apreciar as pequenas conotações que são usadas em aquarelas, a magia faz nascer o sorriso e as cores ultrapassam o arco-íris.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É! Eu sei!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu poderia ter viajado em pensamentos no texto de abertura, e contado sobre essa poesia das segundas-feiras&#8230; Mas preferi cantar sobre Arraial D’Ajuda. Porém aqui estão as prosas, o início, a segunda-feira e as explicações que aos poucos vão se tornando palavras espalhadas pelas areias.</p>
<p style="text-align: justify;">Só um pontinho de prosa, de verso e de conotações!</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2780" href="http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/08/por-que-segunda-feira/_75__by_zvaella/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2780" title="_75__by_zvaella" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/02/75__by_zvaella.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Obrigada e beijos no coração!</p>
<p style="text-align: justify;">Excelente segunda-feira para todos!! =D</p>
]]></content:encoded>
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		<title>(In)versões</title>
		<link>http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/01/inversoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 20:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações

Certo ou errado, o mundo é visto de uma maneira onde tudo é diferente. Um voo de olhos fechados, somente com os braços e a mente abertos, onde olhares alcançam a linha do horizonte e o mundo dos sonhos sem sair do lugar.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/" target="_blank">Conotações</a></strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2633" href="http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/01/inversoes/breathe_by_p0rg3/"><img class="size-full wp-image-2633 aligncenter" title="Breathe_by_P0RG[3]" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Breathe_by_P0RG3.png" alt="" width="480" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Certo ou errado, o mundo é visto de uma maneira onde tudo é diferente. Um voo de olhos fechados, somente com os braços e a mente abertos, onde olhares alcançam a linha do horizonte e o mundo dos sonhos sem sair do lugar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meus desejos, minhas vontades&#8230;</title>
		<link>http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/01/25/meus-desejos-minhas-vontades/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 21:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
Olá, amigos e leitores do P&#38;V,
E mais uma segunda-feira ancorando pelos sonhos de todos. Tudo bem que tem aqueles que acham que a segunda-feira é um pesadelo completo (rs). Mas isso é pauta para outro dia!
Hoje, não estou nada prosa! Eu quero versos&#8230; Sou versos, com rimas ou sem elas. Sou um pouquinho das CONOTAÇÕES espalhadas por aqui e dos versos cantarolados num violão de nylon.
Mas, usando um pouco da prosa, obrigada pelos comentários, leituras e emails. Tenha todos, uma linda semana!
(&#8230;)
Eu queria que todas as ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="justify" target="_blank">Conotações</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Olá, amigos e leitores do P&amp;V,</p>
<p style="text-align: justify;">E mais uma segunda-feira ancorando pelos sonhos de todos. Tudo bem que tem aqueles que acham que a segunda-feira é um pesadelo completo (rs). Mas isso é pauta para outro dia!</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, não estou nada prosa! Eu quero versos&#8230; Sou versos, com rimas ou sem elas. Sou um pouquinho das CONOTAÇÕES espalhadas por aqui e dos versos cantarolados num violão de <em>nylon</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, usando um pouco da prosa, obrigada pelos comentários, leituras e emails. Tenha todos, uma linda semana!</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;)</p>
<p style="text-align: center;">Eu queria que todas as noites fossem sábado,<br />
todos os dias fossem chuvosos,<br />
todas as tardes fossem ensolaradas,<br />
que todo pôr-do-sol fosse à beira mar<br />
e que todos os mares fossem meus.</p>
<p style="text-align: center;">Eu queria que todas as estrelas fossem luas,<br />
que toda lua fosse sol,<br />
que todo sol tocasse um samba,<br />
que todo samba tocasse um reggae,<br />
que todo reggae tocasse uma bossa<br />
e que toda bossa fosse nova!</p>
<p style="text-align: center;">Não!<br />
Eu não queria nada disso!<br />
eu QUERO tudo isso&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Eu quero caminhar no mar,<br />
ouvir o barulho do areia,<br />
sentir o sol cair em meu corpo<br />
e deixar a chuva me secar&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Quero ser Primavera,<br />
quero ter cheiro de outono,<br />
quero o calor do inverno<br />
e o frescor do verão!</p>
<p style="text-align: center;">Quero sonhos verdadeiros,<br />
amores realizados,<br />
sentimentalidades às avessas,<br />
amigos eternos.</p>
<p style="text-align: center;">Quero poder querer sempre,<br />
quero ter, sentir, quero conseguir!</p>
<p style="text-align: center;">E, contudo<br />
quero apenas ser EU:<br />
simples e complicada,<br />
alegre e saltitante,<br />
menina e mulher.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2404" href="http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/01/25/meus-desejos-minhas-vontades/mar_vivo/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2404" title="mar_vivo" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mar_vivo.jpg" alt="" width="420" height="284" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cor: Despedida. Sabor: Felicidade!</title>
		<link>http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/01/18/cor-despedida-sabor-felicidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 20:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Suzana Martins - Conotações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Suzana Martins em Conotações
Ele sempre coloria o céu antes de ir embora, mas não se tratava de uma triste despedida, ele pretendia agradecer a companhia diária do universo.
Então em um tom maior fazia pinturas de sol menor usando as cores nos mais diversos ritmos, notas, vibrações e composições. Parecia sorrir intensamente com seu inefável rompante! Breves aquarelas a se desmanchar no horizonte colorindo o infinito do olhar e por lá se desenhavam formas, cores e aromas: violetas, rosas, laranjas, amarelas, azuis&#8230;
O mar ao fundo transforma-se no mais fino cristal ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/colunas/suzana-martins/" target="_blank">Suzana Martins</a></strong> em <strong><a href="http://prosaemverso.com.br/index.php/category/colunas/suzana-martins-conotacoes/" target="_blank">Conotações</a></strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Ele sempre coloria o céu antes de ir embora, mas não se tratava de uma triste despedida, ele pretendia agradecer a companhia diária do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">Então em um tom maior fazia pinturas de sol menor usando as cores nos mais diversos ritmos, notas, vibrações e composições. Parecia sorrir intensamente com seu inefável rompante! Breves aquarelas a se desmanchar no horizonte colorindo o infinito do olhar e por lá se desenhavam formas, cores e aromas: violetas, rosas, laranjas, amarelas, azuis&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O mar ao fundo transforma-se no mais fino cristal esculpido pelas ondas que já tecem o anoitecer na beira da praia &#8211; refletindo preguiçosamente o que resto da tarde&#8230; Sinfonia de acordes que embale amantes atentos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O mais formoso colorido traduzia felicidade misturando fragrâncias, cores, sabores, desejos e ritmos dançados, pintados com alegria e satisfação! Pintor de vidas! Compositor!</p>
<p style="text-align: justify;">E segue o maestro e seus acordes para outros horizontes&#8230; Talvez ele volte à beira da praia, as muitas janelas entreabertas, as calçadas de passos por se compor&#8230; Isso ninguém sabe. Porém antes de despedir-se ele se transforma em tela. É um compositor de raios… SOL!</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-2189" href="http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/01/18/cor-despedida-sabor-felicidade/foto_su5/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2189" title="foto_su[5]" src="http://prosaemverso.com.br/wp-content/uploads/2010/01/foto_su5-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Imagem by <strong>Suzana Martins</strong></em></p>
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