Conjugando o verbo albergar
Eu albergo, tu albergas, eles albergam… NÓS albergamos!
Por Tatiana Monteiro em Interagindo
Olá a todos os amigos do P&V, como vão?
Espero que todos estejam bem, agradeço o carinho dos comentários dos sempre presentes por aqui!
Hoje resolvi pegar um gancho em um texto muito interessante que a Patrícia Garcia fez no Coordenadas turísticas aqui no P&V – Albergues: custo reduzido e cultura enriquecida -, já que até mesmo nossa conversa no MSN resultou nesse próprio artigo.
Não vou me ater em seu conteúdo histórico, mas posso passar um pouco de minha experiência e visão sobre o assunto, ainda mais que adoro albergar e sou alberguista de carteirinha há anos.
A carteirinha tem validade de um ano após sua emissão, a nacional tem uma taxa de adesão de R$ 20,00 e a internacional no valor de R$ 40,00 (ideal para quem está com vontade de mochilar pelo globo terrestre), sempre renovável.
Infelizmente as pessoas não fazem uma boa ideia quando comento que gosto de me alojar em albergues, logo pensam tudo, menos que o albergue, além de oferecer alojamento super em conta, é uma fonte de intercâmbio cultural e aprendizado.
Desde que saí de casa, primeiramente para estudar, comecei a aprender sobre a liberdade conjugada com a responsabilidade, até mesmo porque cheguei a morar em vaga (pensionato) para moças. Mesmo que cada um tenha seu horário de aula (o meu estava sempre entre as 07 e 22h, curso integral com aulas distribuídas nos vários campi), ao sairmos, chegarmos, tínhamos o compromisso de, ao usar panelas, fogão, pratos e afins, deixar tudo organizado como encontrado antes.
E é assim que funciona o albergue. Normalmente eles possuem cozinhas equipadas para uso do alberguista. É feito o uso de maneira livre, mas temos a responsabilidade de deixar tudo limpo. Afinal, se pararmos para pensar, o que mais queremos é nossa casa toda limpinha e organizada, não é? Então! O albergue nada mais é do que a extensão da nossa casa, onde temos a liberdade de ir e vir e também nos responsabilizamos pelo o que está dentro dele em nossas mochiladas por aí.
Para os albergues serem filiados à rede é necessário que eles atendam a uma série de exigências da Rede Hostelling Internacional, que são regras a nível mundial.
Além delas, os albergues também possuem suas normas internas e é legal sabermos como elas funcionam: horário de check-in / check-out, normas para saída norturna (contam com vigias noturnos e cada albergue tem sua norma de verificação do albergado para entrada durante a noite), alguns dispõem de internet (gratuita ou paga) e rede wireless, sala de convivência, lockers (alguns dispõem a chave de armários individuais – não a perca, leva uma multinha básica – e em outros devemos levar nosso próprio cadeado), dentre várias outras coisas.
O site http://www.albergues.com.br possui a lista de albergues cadastrados à rede no Brasil e no mundo, é ali sempre que tiro minhas dúvidas de alojamento para a cidade para a qual estarei me dirigindo. É bom visitar o site do albergue em que se quer alojar, entrar em contato, seja por e-mail ou telefone, para tirar as dúvidas e também fazer a reserva com antecedência (principalmente em períodos de férias e feriados).
Dicas de saída no lugar onde você está mochilando? Ah, o pessoal do próprio albergue tem a maior experiência de falar de lugares bacanas para conhecer e indicar, além também do pessoal que está mochilando e que pode ser uma ótima companhia para ir à praia ou dar aquela andada básica pela cidade.
Nesse último período de 6 meses, mesmo durante algumas viagens de trabalho, alberguei. Não nego que adoro essa dinâmica de estar em contato com vários povos, pois dependendo da cidade onde estamos ela tem uma grande quantidade de mochileiros vindos de fora do país. No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, tive oportunidade de treinar um pouco de inglês e espanhol, além de aprender coisas e costumes de países em que só lemos nos livros, assim como também pude mostrar um pouco do nosso diversificado Brasil.
Vou ficando por aqui, amigos, confesso que hoje é meu último dia e noite de mochila em minha albergada em São Vicente/SP - a primeira cidade do Brasil! – (ótimo lugar de praia, cachoeira, acampar e também pescar) e vou aproveitar ao máximo, levando as melhores lembranças daqui!
Antes de ir, uma curiosidade daqui de onde estou: o lençol freático da Biquinha abastece o albergue e uma grande gama de lugares ao seu redor, mas historicamente falando tem um ponto culminante – o Pe. José de Anchieta fazia os batizados com a água desse mesmo lençol. E é interagindo que se aprende mais!
Abraços e até a próxima!










Oi minha linda !!!
Eu albergo, tu albergas, eles albergam… NÓS albergamos!
Adorei o post e a cada dia eu sinto mais e mais vontade de albergar pelo mundo a fora…
Nada melhor do que desistressar em viajens e conhecer pessoas novas.
O endereço da carteirinha tá aqui,guardadinha.
Beijos.
Taty,
Amei essa matéria, contar a sua experiência foi uma forma de agregar valor na minha matéria!
Ameiiiiiiiiiii!!!!!!!!
Beijos
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