Imprescindível zero
“Todo número é zero diante do infinito.” (Victor Hugo)
Por Hélia Barbosa em Prosa assimétrica
Queridos amigos e leitores!
No último texto da coluna, conversando a respeito dos algarismos, falei sobre a origem do número Zero… Seguindo uma sugestão do amigo, sempre presente @_thewell, escreverei um pouco mais sobre o zero no artigo de hoje.
Como vimos no texto anterior, uma grande descoberta dos hindus (interpretada e difundida pelos árabes) foi algo – aparentemente – até então impensado: um número que representasse uma casa vazia!
Na verdade, é preciso que se dê crédito a outros povos, além dos hindus e árabes. A civilização babilônica (povo que vivia na Mesopotâmia, onde atualmente é o Iraque), bem antes da indiana, já escrevia números com espaços vazios para representar o zero. Essa preocupação se deu porque os babilônios se preocupavam com o valor posicional dos números (valores diferentes para os números, dependendo das posições que ocupam: em nosso sistema de numeração, por exemplo, em “222” o algarismo 2 vale 200, 20 e 2). Ainda não havia a consciência de tudo que o zero podia representar e, na verdade, ainda não havia nem mesmo um símbolo único para ele (depois do espaço vazio, os babilônios usavam símbolos variados para representar o zero).
Acredita-se que os hindus tenham criado seu sistema de numeração a partir de adaptações do sistema de numeração babilônico. Um dado curioso é que o sistema de numeração da civilização babilônica era o sexagesimal (ou seja, na base 60), enquanto o sistema de numeração hindu, como já sabemos, era decimal (na base 10) como usamos até hoje! Aliás, não nos baseamos apenas na numeração hindu-arábica. Já parou para pensar qual a base de numeração usada quando você vai verificar as horas no relógio? Sim, cada minuto tem 60 segundos… Cada hora tem 60 minutos… Notou a numeração sexagesimal dos babilônios aí? Os tais 60 segundos e 60 minutos do seu dia corrido são heranças dos sumérios e babilônios.
Longe da Índia, bem depois e, provavelmente sem influência desse povo, os admiráveis maias, aqui nas Américas, também davam importância ao zero e tinham para representá-lo dois símbolos. Um deles consistia de uma elipse, que lembrava um olho.
Hoje em dia nem paramos para pensar no zero: apenas o utilizamos. Mas imagine que nível de abstração é necessário para se criar um símbolo que represente um número que signifique… nada! Os romanos, por exemplo, não se preocuparam com o zero porque o objetivo do seu sistema de numeração era a contagem, não o cálculo. Como não sentiam a necessidade de contar “zero coisas”, não tinham a preocupação com um número que, a princípio, representaria o nada.
Mas… convenhamos: o zero não é simplesmente o nada! É incontestável a importância do zero não só na Matemática, mas também na física, na química, na astronomia, na ciência da computação…
E como, geralmente tudo depende do ponto de vista, se colocado à esquerda realmente o zero não faz diferença. Por isso o termo “zero à esquerda”, significando algo sem importância. Pois 9 ou 09 representam a mesma quantidade. Mas que tal se você pudesse acrescentar alguns zeros à direita do saldo em sua conta bancária? Nesse caso, quanto mais zeros, melhor!
Na Matemática é assim. Até mesmo o que é visto, a princípio, como um “nada”, pode tornar-se praticamente um tudo!
Beijos e até a próxima!
Desafio: Bactérias…
Já que falamos em horas, o desafio de hoje fala sobre isso: tempo! Antes, porém, quero parabenizar meu amigo Rick e o querido Guilherme (@blogdomineiro) por responderem e acertarem o último desafio!! Parabéns!!
“Um cientista estudava uma certa espécie de bactérias. Ele sabia que uma bactéria levava 1 hora para se duplicar. Um dia, quis fazer uma cultura com bactérias dessa espécie. Então isolou uma bactéria em uma placa de vidro e acompanhou o crescimento da cultura com um microscópio. Depois de um dia completo, as bactérias ocuparam a metade da superfície da placa.
Supondo que o cientista tenha continuado o experimento, quanto tempo levou para que as bactérias ocupassem a outra metade da superfície da placa?”
Fontes para esse texto:
BOYER, Carl B. História da Matemática. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 1996.
KAPLAN, Robert. O Nada que Existe – Uma História Natural do Zero. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2001.











Olá Helinha…
Me tornando mais uma vez repetitiva venho dizer-lhe a mesma coisa,estou passando a gostar mais da matemática até porque tudo em nós gira em torno de números.
E é interessante a história do zero e forte influência de árabes e hindus nos ajudou chegarmos ao zero á direita é claro e nunca a esquerda.
“E como, geralmente tudo depende do ponto de vista, se colocado à esquerda realmente o zero não faz diferença. Por isso o termo “zero à esquerda”, significando algo sem importância. Pois 9 ou 09 representam a mesma quantidade. Mas que tal se você pudesse acrescentar alguns zeros à direita do saldo em sua conta bancária? Nesse caso, quanto mais zeros, melhor!
kkk…adorei!!!
Que venha muitos zeros á direita de todos nós!!!
Beijos e parabéns pelo extraordinário texto.
Olá querida Amora,tudo bem com você?
Passando pra conferir essa prova assimétrica e tedigo que tá mais do que aprovada…he heh hehh
Realmente o povo do oriente médio foram mentores de números e outras coisas mais pra civilização humana.
O Zero assim como os demais números são importatissímos e nada como uma aula dessa tão gostosa pra que nos possamos amar mais a matemática.
Obrigada por trazer um conteúdo tão bom a base de informação para nos leitores assíduos de uma coluna tão boa como essa.
Parabéns…e sem dúvia eu também gostei da posição do zero á direita é claro kkkk
Beijos.
Jéh
Oi Hélia #amora
Bem o que dizer de uma aula gostosa como essa??
Simplesmente fantástica,pois você sabe que eu adoro matemática.
Muito interessante as informações sobre o nº “ZERO” e aposto que muita gente não sabia de fatos aprofundados a respeito dele,obrigado por trazer um assunto dessa natureza até nós.
Um beijo.
Rafa.
Uma vez mais,não quis perder a aula de matemática da minha querida professora que o faz de uma maneira brilhante.gostei muito da história do zero.grato pelo conhecimento que nos transmite,que sempre vem acompanhado pelo seu calor humano.quanto ao execício espero que me perdoe,mas você já sabe que em matemática,sou um zero à esquerda.rsrs. Tenha uma semana plena de satisfações que lhe desejo com muito carinho.aceite um beijo com muita estima e admiração,e até sempre querida amiga.
Amora linda
não sei mais o que escrever, pois tudo que disser poderei dizer o mesmo que disse em comentários anteriores
, mas uma coisa eu digo
, adoro teus textos, e você da forma que escreve até o 0 tem mais beleza
, o 0 é e pode ser como em tudo na vida
, tudo dependa da forma e o lugar que pomos as coisas na nossa vida
!
beijo grande Amora
Helinha, minha linda…
Como sempre, prefeitas e encantadoras palavras… O zero foi realmente a grande sacada, como vc disse no seu texto da outra semana. E além de importantíssimo ele ainda traz consigo um dos mistérios da matemática: todo número elevado a zero é igual a um, porém o zero elevado a qualquer número é igual a zero. Sendo assim, o que dizer de zero elevado a zero?
Não vou resolver o desafio dessa vez. Vou deixar os outros leitores pensarem. Mas sei a resposta.
Sem querer me repetir, mas já me repetindo: te adoro, princesa.
Beijo imenso.
Olá Helinha!
Como você mesmo disse o zero não é simplesmente nada, a não existência do zero dificultaria em muito à um escritor em seu trabalho.
Exemplo: Quanto de dinheiro Mirradus possui? Nada. Que fique gravado na pedra, não vendam fiado a Mirradus, pois o mesmo não possui nada. Alguém passa lê e pensa: então ele não tem nada? Coitado anda pelado, sem casa nem sandálias!
Tirando a brincadeira de lado, como sempre seus textos, revelam muito da história da matemática, muito importante para vermos que não é um bicho de sete cabeças.
Bjs
Ah sobre o problema, considerando-se a taxa de multiplicação, e que minha matemática não esteja tão enferrujada, acho que mais uma hora basta para encher a placa.
eu amo esse numero
pq ele nuss leva ao ceu…
e tambem nuss leva ao infernoo… (entenda da maneira q quiser)
ahhhhhh helinha amoooo seus post
bjusss heinnn…
Seu texto mostra como tudo é relativo e tudo é uma questão de ponto de vista. Ser zero a esquerda para alguém não é nada agradável, mas zeros à direita são muito bem vindos!
A leveza com que vc escreve torna tudo muito mais simples de entender. Vc consegue transformar números em poesia, desde o zero até o infinito.
Vou com o Joakim, para mim a resposta do desafio é uma hora.
Beijos
Hélia, tenho que fazer minhas as palavras da Solange. Vc consegue transforma números em poesia mesmo, do zero ao infinito! Parabéns por mais esse texto, amiga. Cada dia fico mais orgulhosa de vc. Parabéns! Beijos!
Wonderful text amiga Helia ,!!, The “zero” origen and uses . Sound like a human mistery,your narrative is great , i enjoy read it . You are flowing among old eras ,the root of the humanity , !! Well informed , you give us a clear point or base , to know the Maths ,like a Alquimia tale. ,, Great , i love your articles Helia , you mix mistery , dreams and knowledge . I learn something today ,!! the “zero” , important number on our daily life . Thanks amiga another big shoot , to the Maths ,!! great work ,
Thanks amiga ,!! congratulations ,!!!
Helinha minha linda, depois de ler mais um de seus textos tão bem cuidados, que mais eu posso dizer? Apenas que vc me encanta a cada dia mais, com sua inteligência, seu profissionalismo, seu comprometimento. Tudo que vc faz é assim, com cuidado, com zelo, até mesmo para falar do zero! Vc é uma pessoa linda e muito especial. Parabéns! Um beijo imenso para vc.
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This post was mentioned on Twitter by heliabh: @eliasreynaga Querido!! Desculpe, esqueci de mandar!! Tem um novo!! -> http://prosaemverso.com.br/index.php/2010/02/25/imprescindivel-zero...
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Prosa em Verso
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(…)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
“Trouxeste a chave?”
(Carlos Drummond de Andrade)
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