Cristal do imaginário
8 Fevereiro 2010
Um comentário
Por Jonny Almeida em Meu papel binário
Esta que tem seu corpo envolto em sombras
Encanta-me com seu mistério e pudor
Ela, de corpo tão firme
Olhar tão envolvente
Mas agir distanciado
Seus modos são sacrais
Tão leves…
Tão exatos…
Falta-lhe tanta malícia que desnorteia-me
Pois em um tempo vulgar
Ela é um enigma
Um especular
Ah! Se todas soubessem…
Se aprendessem
Apenas um pouco
Sobre a linha tênue da sensualidade e vulgaridade
Quão encantado seria andar na rua
Que êxtase seria o flertar
Não a descubro
Não a desvendo
Ela é para mim um amor platônico
Pois sua imagem é tão envolvente
Que prefiro não tocá-la e acreditar no existir desta diva
A encostá-la
Perdendo assim











Ela é como uma bolha de sabão linda e multicolorida, refletindo dentro dela, nós mesmos, nosso querer, tão sólida que podemos pegá-la nas mãos, mas sabendo que corremos o risco de ao pegá-la, desfazê-la.
Perfeito amigo!
Parabéns!
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