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Confidências

2 Fevereiro 2010 4 comentários

Por Raquel de Barros Castro

Enquanto toco o piano me lembro de você e de nossas confidências, penso sempre se o que existiu era real ou só sonho meu. Você diz pra mim para eu ter paciência e isso é tudo que não quero ter.

Lembro-me da intimidade, das conversas profundas ou não, dos seus sumiços, e como doíam seus sumiços. Lembro-me do seu semblante sério, do seu ciúme, das suas cenas. Lembro-me do que gostava de ouvir, e como era diferente de mim.

Você, centrado no trabalho, eu, centrada em você. Como deveria ser, como foi. Eu voltei, você ficou, sempre foi daí, desse lugar quase inóspito. Mas como tenho saudade de você. Às vezes dói e procuro nem lembrar. Mas também tem horas que procuro notícias suas.

Não é fácil, meu amigo, esquecer um grande amor. E amor não tem tempo para acontecer, nem por quem se apaixonar, foi com você que senti o que senti, que amei como amei.

Agora ando às tontas por aqui, te procurando em cada sorriso, te vendo a cada esquina. Não, não é loucura. São apenas lembranças do que tinha que acontecer e que não aconteceu. É apenas o amor batendo aqui.

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Raquel de Barros Castro, mineira, nascida em Uberlândia, já morou em vários lugares, incluindo Iraque. Gosta de escrever, fazer poemas, compor, tocar piano, cantar. Montou seu blog desde 2004, mas agora migrou para o tumblr (o antigo ainda existe: Paixão e Liberdade). Gosta de falar sobre coisas do dia-a-dia, sentimentos, sobre a alma feminina, seus desejos, seus temores, sobre a angústia que de repente nos dá por simplesmente existirmos. Não tem muita papa na língua, fala e escreve o que tem vontade e o que mexe com o mais íntimo de todos. No fundo é uma romântica.

Twitter: @rabcastro
Blog: http://paixaoeliberdade.tumblr.com

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4 comentários »

  • Joakim Antonio said:

    Confidenciar coisas tão suas, deixar-nos fazer parte da sua vida, das linhas da sua história, nos faz mais que meros leitores e sim coadjuvantes que agora, tem você como parte da nossa própria história.

    Parabéns!

  • Jéh cajado said:

    Não é fácil, meu amigo, esquecer um grande amor. E amor não tem tempo para acontecer, nem por quem se apaixonar, foi com você que senti o que senti, que amei como amei.

    Muito profundo isso,adorei…

    Parabéns e muito sucesso!

  • Hélia said:

    Não é fácil mesmo esquecer um grande amor…

    E, pra ser sincera, acho que a gente nunca esquece… apenas nos damos conta de que temos que continuar seguindo nossas vidas, apesar da saudade que corta lá bem fundo, apesar das lembranças que doem…

    Porque o grande amor não morre, fica adormecido em um cantinho dentro de nós, onde deixamos a porta fechada para que não nos machuque tanto a falta que nos faz…

    Enquanto isso, pela fresta da porta – que não se tranca, afinal – ele continua batendo de vez em quando ou de vez em sempre, enquanto buscamos em cada esquina o sorriso da pessoa amada…

    ^^

    Seu texto tocou bem fundo!!

    Parabéns pela sensibilidade…

    Beijos!!

  • Hélia said:

    Ah, sim!!

    Seja muito bem vinda!!

    Aqui somos uma família…

    ^^

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