02 de fevereiro
“Minha jangada vai sair pro mar, vou trabalhar, meu bem querer…”
Por Tatiana Monteiro em Interagindo
Olá, queridos amigos do P&V, como vamos?
Agradeço enormemente os comentários de todos e novamente peço desculpas por eu não respondê-los, pois o tempo anda corrido, mas sempre estou lendo, analisando e procurando aprimorar mais nosso cantinho!
A pergunta sobre o tema de hoje pode ser controversa…
Sim, hoje é dia 02 de fevereiro.
Como muitos sabem, adoro valer-me de músicas para transmitir mensagens sobre os textos que escrevo ou procurar trazer enriquecimento cultural para nosso dia a dia.
No Brasil de todos os credos, “dois de fevereiro é dia de Iemanjá” [1] pelo credo afro-brasileiro, em sincronia com o catolicismo temos que na mesma data comemoramos Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora das Candeias ou ainda Nossa Senhora da Purificação.
Segundo Jorge Amado, “Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta”.
Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.
Uma outra música que faz alusão à Rainha do Mar, Unicamente, da Deborah Blando, diz assim (você pode ouvir a música no player logo abaixo):
Raiou o sol,
Olha o mar que alegria,
Sentir você
É viver em harmonia…
Eu vou buscar
Pedras brancas pra te dar,
Linda sereia,
Odoia Yemanjá!
A origem da devoção à Senhora da Luz tem os seus começos na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o seu nascimento. De acordo com a tradição mosaica, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar ao Templo até quarenta dias após o parto; nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e assim purificar-se. Desta forma, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever, e este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, teria-lhes dito: “Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios, e glória de Israel, vosso povo” (Lucas, 2, 29-33).
Com base na festa da Apresentação de Jesus / Purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora da Luz / das Candeias / da Candelária, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o fato.
Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o Padre António Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus: “Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Luz [...]“), e tornou-se particularmente cultuada em Portugal a partir do início do século XV; segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, no termo de Lisboa. Aí se fundou de imediato um convento e igreja a ela dedicada, que conheceu grande incremento devido à acção mecenática da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria.
A partir daí, a devoção à Senhora da Luz cresceu, e com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas, com especial destaque para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba, capital do Paraná (veja-se a lenda de Nossa Senhora da Luz), Guarabira/PB, Pinheiro Machado/RS, Itu/SP, ou ainda Corumbá/MS. Em Juazeiro do Norte, Ceará, ocorre todos os anos uma grande romaria em sua homenagem.
“A voz da fé é a sombra que te guia”, seja sempre ela, a fé, independente de credo, religião, que nos guie!
Até o nosso próximo Interagindo, amigos do P&V!
Se quiserem sugerir algum assunto fiquem à vontade!
. . .
Para ler um pouquinho mais:









“Salve salve Imanja e demais santos…
Raiou o sol,
Olha o mar que alegria,
Sentir você
É viver em harmonia…
Eu vou buscar
Pedras brancas pra te dar,
Linda sereia,
Odoia Yemanjá!
Lindo Tatiana monteiro
Independente de credos religiosos o que importa é nossa fé em Deus e a atitude de fazer bem ao próximo!!
Beijos Taty…
Linda a canção.
Algumas pessoas criticam, alguns tipos de fé, se é que isso exista, na minha humilde opinião há o ter ou não fé; hoje em dia a intolerância em todas as áreas, sobe vertiginosamente, abandonaram tudo e estão sem guias espirituais, vivendo de um testamento velho que o novo já sobrepôs.
Como dis a frase, olho por olho e acabaremos todos cegos.
Do jeito que anda, estamos quase lá.
Que todos caminhem na paz, sem julgar suas religiões e nem tentar advinhar ou medir a fé de outrem.
Que todos consigamos “Ser Humanos”!
Parabéns pelo texto, na virada do ano lembramos do seu pedido.
Bjs Tatú
O Post ficou super legal e a música de Débora Blando é linda!!!
Até me lembrei daquele dia que nós estávamos ouvindo a música de Carlos Berg “Luz do alto” lembra???
Fala sobre esse tema…
Um beijo!!
#amotútatu
Obs: A Música é do cantor e compositor Carlos Berg…
BEIJOS…
Adoro no mar e adoro Iemanjá!
Tenho uma história sobre ela escrita, quando publicar te conto!
Parabéns pelo texto!
bjs
Oi, querida!!
Sempre achei que as coisas mais importantes são fé e obras!!
Por fé, entendo você realmente acreditar em algo, com toda força, com toda vontade… ter bons pensamentos sobre suas crenças, sobre as pessoas, sobre tudo, enfim… pensamento positivo… querer realmente que as coisas aconteçam e emanar boas vibrações…
Por obras, entendo você ser uma pessoa caridade e fraterna… ser educada, gentil… ter boas atitudes com as pessoas em geral, e não apenas com melhores amigos… fazer o bem sempre que possível… não fazer o mal… não se acomodar diante do sofrimento alheio…
Assim, tendo fé e obras, não importa qual a sua religião, nem mesmo se você segue alguma!
Acho o candomblé muito interessante e de uma riqueza cultural impressionante (não sei sobre a umbanda, pois conheço mais o candomblé, por já ter lido muito sobre ele…)!! Muitas vezes é deturpado, o que gera muito preconceito… mas, contra o preconceito, nada melhor que o estudo, ne? Eu mesma já tive um pouco de preconceito a esse respeito, até fazer um curso sobre candomblé e, a a partir daí ler mais sobre o assunto…
Tomara que consigamos evoluir sempre, aprendendo todos a respeitar as crenças de cada um!!
Beijos, amora!!
#amotutatudemaisdaconta
#tatuafilhada querida
Amei o texto, mesmo demais
, e acho certa demais esta frase “A voz da fé é a sombra que te guia”, seja sempre ela, a fé, independente de credo, religião, que nos guie! e como diz a Jéh tudo também está na nossa atitude e no trato para com os outro…isso sim conta muito !
Eu sempre fui criança e jovem muito ligado á igreja católica, ia á igreja, á catequese, fui catequista e tudo mais, chegou uma altura que deixei de me identificar com o que via, pois sinto que não foi essa a mensagem que Deus nos deixou, mas a FÉ , essa nunca perdi, e vou ter sempre, e nunca esquecerei os valores que me ensinaram, principalmente o respeito pelo próximo!
beijo no seu coração
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Prosa em Verso
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(…)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
“Trouxeste a chave?”
(Carlos Drummond de Andrade)
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