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Entre o ano novo e o carnaval

23 Janeiro 2010 Um comentário

A função social do marasmo dessa época

Por Guilherme Nogueira em Politiconomês

Aproveitando o ensejo da calmaria típica dessa época do ano, optei hoje por escrever uma coluna diferente. O bem da verdade é que busquei por inspiração nas seções político-econômicas de alguns jornais, para ver o que, afinal de contas, dentro desta pauta, mais tem acontecido de relevante no Brasil nos últimos dias – queria ver se escrevia um texto com a cara dos últimos mesmo. E bom, claro, fora a bolsa que vai e vem, os escândalos desagradáveis de sempre e algumas operações financeiras que afetam a vida de todos nós, realmente nada muito demais havia lá, clamando pela atenção de um leitor mais exigente. Isso me remeteu a pensar que, realmente, nada mesmo acontece no Brasil antes do carnaval. Será?

Isso de dizer que nada acontece tem, claramente, um caráter econômico. Nada acontece, porque as empresas não estão nem contratando e nem produzindo tanto assim. Nada acontece, porque ninguém pensa em trabalho quando o carnaval está para chegar. Nada acontece, porque com o calor que faz, ninguém merece ficar no escritório.

Bem, pois na minha humilde opinião, é aí que muito acontece. Sem querer desfazer da minha amiga economia, a verdade é que a vida se passa lá fora. É verão e, com isso, tempo há para se tomar sol, para se relaxar. Tempo há para se fazer do Brasil um acolhedor destino turístico, tanto para milhares de estrangeiros, quanto para nós mesmos. Tempo há para se ir para a praia, para a montanha, para a floresta. Tempo há para se preparar para voltar a carga total logo logo, em março. E, então, tempo haverá para fazer do Brasil o país que vê seu PIB crescer a mais 5% ano, com o povo sorrindo não apenas porque começa a ganhar bem, mas porque segue alegre.

Entre o ano novo e o carnaval, o Brasil se depura para seguir o ano sempre em alta. E é, dentre outras coisas, porque se depura assim, que segue sendo o Brasil alegre que é. Não faz sentido deixar que o crescimento econômico estrague a alegria dessa calmaria, que, inclusive, também gera crescimento. Afinal, não é porque é verão que as pessoas param de consumir – para o que as empresas precisam produzir. Não faz sentido, enfim, ler todas as colunas de economia que existem, entre o ano novo e o carnaval, pois, afinal de contas, passado este tempo, lá se irá mais um ano até ele voltar, ano em que tais notícias, com certeza, não deixarão de chegar.

Ah, e por certo, lembremos que 2010 é ano eleitoral e que “é o ano do Brasil”. Sobre política e economia, muito teremos para ler…

Um comentário »

  • Sandra Cajado said:

    Oi Guilherme tudo bem?
    Eu gosto de ler sua coluna sabia?

    Tempo há para se fazer do Brasil um acolhedor destino turístico, tanto para milhares de estrangeiros, quanto para nós mesmos. Tempo há para se ir para a praia, para a montanha, para a floresta. Tempo há para se preparar para voltar a carga total logo logo, em março.

    Além das informações que você nos traz sobre economia,política e etc…
    nada melhor do que falar de férias,família,carnaval e porque não diversão também…

    Um grande abraço,muito legal o texto!

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