EGA
O papel não é uma morte, mas é uma cama, confortável demais para os meus textos.
(Karla Jacobina)
Por Tatiana Monteiro em Interagindo
Olá, queridos amigos leitores do P&V!
A arte é uma vertente que dá milhares de voltas enquanto o planeta busca respostas complexas dentro de sua rotação e translação latentes todos os dias.
Em agosto de 2009 tive a grata satisfação de noticiar através da versão anterior a essa do P&V sobre o lançamento do livro de uma amiga muito, muito querida para mim: Karla Jacobina. Eu não poderia deixar de recompilar o artigo e deixar marcado aqui novamente no P&V que ela tanto ama a importância dela na cultura nacional.
Karla possui múltiplos talentos: advogada, escritora, poeta, atriz, dançarina e apresentadora de TV. É alguém que respira, inspira e transpira a arte, é arteira, é artista.
Karla Jacobina é poetisa desde que se entende por gente e seu plano para o futuro é continuar sendo até morrer de velha. Bicho-do-mato-grosso domesticado por São Paulo. Bacharel em Direito, mas esse é um segredo que pretende não deixar para inventário, pois levará para o túmulo. Filha adotada de Iemanjá, Odo-Iyá! Morou a vida em apartamentos, razão de suas habituais infiltrações. Poderia ser claustrofóbica, mas aprendeu antes do medo a desenhar linhas de chegada. Caju mancha e mentira também. É míope, um e vinte e cinco de cada lado, mas enxerga através de lente de contato comprada lhe deixa cega. Dança é uma faísca que escapa dela. Poesia é outra (extraído da abertura de seu site).
No dia 14/08/2009, no Boteco do Samba, na bela capital paulista, ela lançou seu livro intitulado EGA – o que nem Freud explica. De quebra presenteou o público com a estreia de seu stand-up rosa-choque, cujos textos e roteiro são de sua autoria.
A versatilidade da autora fez sua transformação em EGA, uma coisa que Freud não entende e só a poesia explica. Explica minuciosamente nesse livro recheado de poemas, crônicas e contos, sim…
Transcrevendo uma parte do release prévio de seu lançamento temos um pouco mais em detalhes o livro:
Este livro não pretende ser uma espécie de Miss M que desvendará os segredos das mulheres em um passe de página. As páginas deste livro valem como ingressos para um grande espetáculo e ingresso não explica, convida. Então, os leitores estão convidados a ingressar por esse amontoado de poemas, crônicas e contos que variam em um degradê vermelho ao rosa-calcinha.
Karla Jacobina se fez em muitas para falar de uma coisa só: Ega, coisa que Freud não entende e que só a poesia explica.
O mundo gira em torno da economia e a economia gira em torno das mulheres. As mulheres são o ápice da cadeia econômica, mas admitir isso seria uma crise. Os homens só poderão compreender as mulheres no dia em que aceitarem a possibilidade de que dois mais dois não é quatro, é Um lugar chamado Nothing Hill e que a soma dos quadrados dos catetos não é igual a nada, porque somar é algo incomparável.
Através das entrelinhas das linhas das mãos cujas pontas dos dedos delinearam esse livro que vale a pena ser lido, relido, simplesmente degustado, temos Karla. Seus pés, incansáveis companheiros de alma que buscam incessantemente um caminho em meio a uma estrada (ou uma estrada em meio a um caminho?), protagonizam sua escalada rumo a um apogeu mais do que literário, a realização pessoal pautada no sorriso sincero de uma conquista única.
Ela estava dentro de um vestido vermelho de costas nuas, mas seu talento não cabia no salão da casa de samba da cantora Simone. Karla Jacobina realizou o lançamento do seu livro EGA – o que nem Freud explica em uma casa de samba, no bairro do Bixiga. Alertando a todos que naquela noite até Freud cairia no terecoteco, a escritora, roteirista e atriz fez o lançamento de seu livro dar samba na última sexta-feira (14/08) em São Paulo.
Recepcionou seus convidados com entusiasmo, dentre eles, leitores, fãs e amigos. Às 21hs, com a casa de capacidade para 240 pessoas sem cadeiras vazias, ela entrou em cena, do meio da plateia gritando “calcinhas no poder”, tirou uma tanga cor-de-rosa do decote, com quem dividiu a cena de seu primeiro monólogo. Um dos monólogos mais conhecidos da escritora “O que as mulheres querem?” arrancou muitos risos da platéia e depositou muitas fichas nas cucas de homens e mulheres. Ao final do monólogo, Marcelo Ferrari complementou a esquete com uma música inédita e pra lá de inusitada: “Ninguém tem poder maior/ um milímetro sequer/ ninguém tem poder maior/ que a bunda da mulher” (refrão).
Na sequência Karla deu sopro de vida a mais 4 monólogos, dentre eles a divertidíssima Maria Isabel. Na apresentação “Por que elas preferem os cafajestes” ela revelou não só este segredo feminino, como também a habilidade que possui em danças sensuais. Egos e egas foram ao delírio.
Ao final, Karla Jacobina, vestida de si mesma fez seus agradecimentos em forma de oração. Como nunca escondeu seu carinho pela Umbanda, iniciou saravando a si mesma, dizendo que desde pequena, sempre ofereceu o primeiro pedaço de bolo pra ela. Partiu saravando grandes mulheres como Eva, Medéia, Capitu, Macabéa. Saravou Freud dando gargalhadas e depois, saravou cada um de seus parceiros, patrocindores e pessoas queridas.
Karla Jacobina usou a comédia para falar aos risos de dramas femininos. Alguns fãs se emocionaram com o desfeche do espetáculo, em que interpretou descalça o seu poema “Mulher Maravilha” que termina com o verso “o intuito era continuar sendo mulher/mesmo quando a maravilha fosse embora”. Naquela noite, Karla emprestou sua voz para todas as mulheres silenciadas pelos rótulos que falam por elas.
A autora acomodou seus poemas em um livro de bolsa, intercalado por crônicas, contos e poesias de maneira bastante atrativa. O livro inicia venenoso e no andar das páginas a autora entrega o antídoto ao leitor. A linguagem usada é a poesia moderna, com direito a um show de metáforas, aliterações e absurdos. Karla Jacobina não escreve, ela escultura palavras, dando-lhes um excelente acabamento de ousadia e humor.
(Assessoria de imprensa de Karla Jacobina sobre o lançamento realizado em agosto/2009)
O livro não foi escrito apenas por suas delicadas mãos e tampouco apenas por seus habilidosos pés, mas de corpo e alma, tudo por inteiro.
A arte de uma pessoa não termina onde começa a de outra e vice-versa. Andam apenas de mãos dadas e complementam-se.
O sobrenome na realidade é Jacobina, mas seu nome é, merecidamente, talento!
Compre o livro aqui!
Ah, você anda curioso para conhecer o trabalho da Karla antes de ler o livro?
Visite o site e veja os vídeos!
Volte também pra contar pra gente e até a próxima semana!










Poxa que legal…
Sinceramente eu não sabia de todas essa manias arteiras de Karla Jacobina,e você como sempre com sua vasta cultura e conhecimento nos presenteia com informações e notícias tão legais…
““o intuito era continuar sendo mulher/mesmo quando a maravilha fosse embora”.(é bem poraí…rsrs temos que ser mulheres maravilhas e maravilhosas também..sempre!)
“A arte de uma pessoa não termina onde começa a de outra e vice-versa. Andam apenas de mãos dadas e complementam-se.”
Concordo e assino em baixo…
Beijos!
#amotútatu
Fala Tati do meu coração…rsrrs
Muito legal o texto viu,gostei!
Não conhecia o trabalho dela,mas agora vou ver lá no site!
Um beijão #tatú
ouh! Me deu vontade de comprar o livro e conhecer a Karla.
Vou entrar lá.
Comente!
Participe e ganhe o livro “Em prosa e verso”!
Participe!
Categorias
Entradas recentes
Comentários recentes
Online
Siga-nos
Orkut
Facebook
Parceiros
Colunistas
Comunidades
Ferramentas
Prosa em Verso
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(…)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
“Trouxeste a chave?”
(Carlos Drummond de Andrade)
mais comentados
contato
Você gostaria de falar algo conosco ou conhecer mais um pouco do Universo P&V?
Aqui está nosso e-mail:
contato@prosaemverso.com.br
Aguardamos ansiosa e muito carinhosamente seu importante contato!