A pequena bailarina
Por Suzana Martins em Conotações
Naquele silêncio, ouviam-se os primeiros passos da boneca que bailava pelos jardins. Era uma pequena bailarina que dançava ao som de uma caixinha de música. Inventava passos entre os espaços de menina, num cantinho do quarto, sem os olhares atentos desses ou daqueles…
Mas pausadamente se entregava aos pequenos compassos de sons que pareciam grandes demais para ela… A falta do público ou das vozes que aplaudiam os ecos das suas apresentações, não era motivo para fazê-la desanimar…
Em meio ao vazio tocavam-se apenas os sons guardados naquela pequena caixinha de música. Acordes mágicos que refletiam a beleza da alma, e naquele pequeno canto o sonho voava embalado pelas sombras da bailarina, sombras que nunca dormiam, apenas dançavam pelos lugares que abraçavam o seu sorriso.
Mesmo que ninguém escutasse, mesmo que ninguém a aplaudisse, aquele silêncio inerte aos seus ouvidos e cantarolados em sons disformes, tocavam levemente a sua face deixando-a feliz.










Ninha…
Mais uma vez… Parabéns!!!!!!!!!!!!
Adoro o quão escreve bem e a capacidade de transportar-nos para sua realidade é uma delícia.
Fui até os sonhos da bailarina e voltei. Um Encanto!
Nunca pare!
Bjokas
UAU…que dança pessoal no ritmo do seu coração hein Sú…
Mesmo que ninguém escutasse, mesmo que ninguém a aplaudisse, aquele silêncio inerte aos seus ouvidos e cantarolados em sons disformes, tocavam levemente a sua face deixando-a feliz.
Amei..amei e amei
A imagem e o texto casaram-se de uma tal forma que é impossível não se apaixonar pela leitura.
Parabéns….bjo,bjo e bjo
Que coisa mais suave e linda…
Como sempre, Suzana com suas palavras que chegam até nós como pequenas borboletas… fazendo cócegas em nosso coração…
Mesmo que ninguém veja,mesmo que ninguém ouça, mesmo sem aplausos e reconhecimento… a felicidade de ser e sentir…
Bom demais!! Parabéns!!
Beijos!
Querida Su
como sempre tuas palavras tocam meu coração, e mais uma vez o consegui, lindo seu texto menina, tal como diz seu texto e a caixinha de música eu sinto que a verdadeira arte não é para grandes multidões, arte não se faz para os aplausos, arte primeiro nasce na alma de quem a faz, e feita pelo artista para tocar na Alma do artista e na alma do público que a saiba verdadeiramente apreciar!
a sua arte pode não ter a multidão a aplaudir, mas vem da sua alma e toca na Alma de quem te lê
!
“Amotatu
beijo no seu coração
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Prosa em Verso
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(…)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
“Trouxeste a chave?”
(Carlos Drummond de Andrade)
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