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Publicidade infantil tem peso

31 Dezembro 2009 3 comentários

Por Diego Seixas em Sobre mídia e jornalismo

A publicidade infantil é grande, principalmente nos canais da televisão paga. Por conta disso, o Instituto Alana, Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Instituto Paulo Freire e Instituto WCF Brasil são algumas das organizações que assinam o manifesto.

Lançado no último dia 9 de dezembro, o canal de mobilização já conta com mais de cem adesões de instituições e com mais de 4 mil assinaturas.

O manifesto baseia-se na defesa dos direitos da infância, da justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira. Levanta a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos, pede o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil, apontando a vulnerabilidade dos pequenos como seres ainda em processo de desenvolvimento biofísico e psíquico.

O documento defende que a propaganda deve ser dirigida aos pais ou responsáveis – “estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento”, coloca o manifesto.

Além disso, o texto destaca que a propaganda para crianças contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, a erotização precoce, o estresse familiar, a violência pela apropriação indevida de produtos caros e o alcoolismo também precoce.

Do outro lado, na defensiva, as TVs e empresas de mídia, no Brasil, organizam-se para boicotar qualquer iniciativa que regule a propaganda visando influenciar as crianças. Evocando palavras como “direito” e “liberdade”, o lobby das empresas ligadas à mídia entende que não é imoral usar crianças como se fossem objetos para vender este ou aquele produto ou serviço e, portanto, ignoram o exemplo dos países de primeiro mundo e das pesquisas científicas que denunciam a imoralidade e os malefícios deste tipo de publicidade.

O Conar, órgão regulador da publicidade brasileira, aplica o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, cuida da publicidade em geral. Recentemente, este código foi atualizado e ampliado em relação aos anúncios de produtos e serviços destinados a crianças e adolescentes. Mas há quem questione se é suficiente para proteger as famílias contra o poder das mensagens da mídia sobre o público infanto-juvenil.

Pior é saber que os pais de hoje estão sendo levados à loucura para comprar produtos de marca copiados da TV ou dos amigos influenciados por ela; eles ficam desesperados porque não têm condições de dar os produtos que tais programas induzem as crianças a insistirem com os pais para comprar.

3 comentários »

  • Tatiana Monteiro (author) said:

    Particularmente acho que criança tem um peso muito grande no consumismo realmente.
    Sem contar também que parece uma lavagem cerebral com mensagens subliminares que fazem com que a criança insista tanto em tal ou tais produtos.
    Beijos!

  • Sandra Cajado said:

    Querido a criança é o futuro da nação.por isso é de suma importância uma educação literária na dose certa pro desenvolvimento até mesmo do carater da mesma…
    adorei o texto!
    Parabens…bela explanação!
    Abraços

  • Hélia said:

    Querido Diego…

    Infelizmente, as crianças estão se tornando a cada dia mais consumistas!!

    Na verdade, há tempos já é feito um trabalho mercadológico danado sobre as crinças… mas acho que antes as crinças ainda eram conscientizadas pelos pais de que nem tudo o que queriam poderiam ter, a qualquer momento…

    Hoje em dia, os pais perdem feio pros apelos da televisão e do capitalismo…

    É preciso um trabalho educacional coletivo para não ajudarmos nossas crianças a se tornarem futuros adultos com mais senso crítico!!

    Beijão, amigo!!

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