Publicidade infantil tem peso
Por Diego Seixas em Sobre mídia e jornalismo
A publicidade infantil é grande, principalmente nos canais da televisão paga. Por conta disso, o Instituto Alana, Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Instituto Paulo Freire e Instituto WCF Brasil são algumas das organizações que assinam o manifesto.
Lançado no último dia 9 de dezembro, o canal de mobilização já conta com mais de cem adesões de instituições e com mais de 4 mil assinaturas.
O manifesto baseia-se na defesa dos direitos da infância, da justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira. Levanta a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos, pede o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil, apontando a vulnerabilidade dos pequenos como seres ainda em processo de desenvolvimento biofísico e psíquico.
O documento defende que a propaganda deve ser dirigida aos pais ou responsáveis – “estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento”, coloca o manifesto.
Além disso, o texto destaca que a propaganda para crianças contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, a erotização precoce, o estresse familiar, a violência pela apropriação indevida de produtos caros e o alcoolismo também precoce.
Do outro lado, na defensiva, as TVs e empresas de mídia, no Brasil, organizam-se para boicotar qualquer iniciativa que regule a propaganda visando influenciar as crianças. Evocando palavras como “direito” e “liberdade”, o lobby das empresas ligadas à mídia entende que não é imoral usar crianças como se fossem objetos para vender este ou aquele produto ou serviço e, portanto, ignoram o exemplo dos países de primeiro mundo e das pesquisas científicas que denunciam a imoralidade e os malefícios deste tipo de publicidade.
O Conar, órgão regulador da publicidade brasileira, aplica o Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária, cuida da publicidade em geral. Recentemente, este código foi atualizado e ampliado em relação aos anúncios de produtos e serviços destinados a crianças e adolescentes. Mas há quem questione se é suficiente para proteger as famílias contra o poder das mensagens da mídia sobre o público infanto-juvenil.
Pior é saber que os pais de hoje estão sendo levados à loucura para comprar produtos de marca copiados da TV ou dos amigos influenciados por ela; eles ficam desesperados porque não têm condições de dar os produtos que tais programas induzem as crianças a insistirem com os pais para comprar.









Particularmente acho que criança tem um peso muito grande no consumismo realmente.
Sem contar também que parece uma lavagem cerebral com mensagens subliminares que fazem com que a criança insista tanto em tal ou tais produtos.
Beijos!
Querido a criança é o futuro da nação.por isso é de suma importância uma educação literária na dose certa pro desenvolvimento até mesmo do carater da mesma…
adorei o texto!
Parabens…bela explanação!
Abraços
Querido Diego…
Infelizmente, as crianças estão se tornando a cada dia mais consumistas!!
Na verdade, há tempos já é feito um trabalho mercadológico danado sobre as crinças… mas acho que antes as crinças ainda eram conscientizadas pelos pais de que nem tudo o que queriam poderiam ter, a qualquer momento…
Hoje em dia, os pais perdem feio pros apelos da televisão e do capitalismo…
É preciso um trabalho educacional coletivo para não ajudarmos nossas crianças a se tornarem futuros adultos com mais senso crítico!!
Beijão, amigo!!
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