A metáfora da liberdade
“Ao verdadeiro Fernão Capelo Gaivota que vive em todos nós”
(Richard Bach)
Por Tatiana Monteiro em Interagindo
Em minha adolescência recheada de leitura (graças a Deus), ganhei de presente um livro maravilhoso: Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach [1], um livro que marcou a literatura mundial.
Lançado em 1970, o livro é uma alegoria sobre a importância de se buscar propósitos mais nobres para a vida. O autor usa uma gaivota como personagem principal. Fernão Capelo Gaivota, diferente dos outros de sua espécie, não se preocupa apenas em conseguir comida. Este está preocupado com a beleza de seu próprio voo, em aperfeiçoar sua técnica e executar o mais belo dos voos. Uma metáfora sobre acreditar nos próprios sonhos e buscar o que se quer, mesmo quando tudo parece conspirar contra isso. É uma história sobre liberdade, aprendizagem e amor.
Por que Fernão era diferente das outras gaivotas?
As gaivotas são aves litorâneas que não voam mais de 30 metros de altura, fazendo sempre o mesmo percurso: da areia da praia até a superfície do mar a fim de se alimentarem dos peixes e restos de comida deixados pelos barqueiros. Nenhuma gaivota se interessa em ir além disso, todas têm um único objetivo na vida: comer.
Fernão Capelo Gaivota, desencorajado pelos seus pais e banido de seu meio, supera as limitações de sua própria natureza.
O clássico nos fala de forma metafórica sobre a conquista da liberdade, pois Fernão não é uma gaivota vulgar como as outras, presas às rígidas leis do bando. Ele cria suas próprias leis e realiza o sonho de atingir voos inimagináveis aos seus semelhantes. A história de Fernão Capelo Gaivota é a história da descoberta do eu que busca ser livre à revelia das velhas convenções sociais. O romance de Bach é uma pequena, porém grandiosa, enciclopédia de frases filosóficas e poéticas que fixam emotivamente na memória. Como o personagem-título, o leitor compreenderá o quanto é possível fazermos voos sem pensarmos em limites numéricos, eternizar o momento, ultrapassar as fronteiras do tempo passado e futuro, vencer os obstáculos impostos pelo espaço. Enfim, ser puramente livre. Esse é o pensamento vivo de Fernão Capelo Gaivota.
Resolvi parar para analisar as últimas palavras da professora de Fernão: continuar trabalhando para amar. Nesta parte Fernão entende que o espírito não pode ser verdadeiramente livre sem a capacidade de perdoar e o caminho do progresso passa pela capacidade de tornar-se um professor – e não somente pelo do trabalho árduo como um aluno.
Fernão Capelo Gaivota também pode ser encontrado em DVD. O filme mostra muito bem a analogia entre o homem e a gaivota como no livro, no sentido de mostrar as dificuldades de superação dos limites, do encontro com a liberdade verdadeira, pautada no amor e na compreensão do outro.
Vale a pena ler e ver!
. . .
Conhecendo um pouquinho:
[1] Richard Bach (Oak Park, Illinois, 23 de junho de 1936), é escritor – A principal ocupação de Bach foi como piloto reserva da Força Aérea e praticamente todos os seus livros envolvem o voo de certa maneira, desde suas primeiras histórias sobre voar em aeronaves até suas últimas onde o voo é uma complexa metáfora filosófica. Bach alcançou enorme sucesso com Fernão Capelo Gaivota, sucesso este não igualado por seus livros posteriores; entretanto, seu trabalho continua popular entre os leitores.









Bom resgate!
Eh pura motivação essa história!
Quando tudo eh inverso a vontade prórpia tem sempre algo dentro de si capaz de conectar com a força maior do UNIVERSO e nos mover à luta e consequentemente, à vitória!
Parabéns!
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Eu li esse livro na adolescência e me marcou bastante tambem, tanto que lembro dele, até hoje!!! Pra quem não conhece, recomendo muito tb!!
Belo texto e otima dica!!!
Olá Tati!
Parabéns, está perfeito o #prosaemverso.
Temos a liberdade de sermos o que somos é ponto.!
Bjim
Lele
Mandou bem ZASSO!! kkk
Eu amo esse livre, ganhei de uma senhora que me ensinou muitas coisas na vida!! Fiquei feliz de saber que vc tbm gosta dele!! *_*
Com certeza ele representa bem a liberdade!
Eu quero de presente. \o/
Muuuuuuuuuito interessante o enredo e fiquei de olhos a brilhar qdo li. Parece uma criança a ver um brinquedo na vitrine. Amo ler… mas, estou longe da média mundial de leitura. ¬¬’ Mas, chego lá.
Parabéns e obrigada por existir. Sou tua fã!
beijinhos #TTsuda
Querida,
Acertou em cheio, foi o primeiro livro que li… faz tempo.. preente do papai… velhinho com capa azul… lembro bem!
e os pensamentos………
O que é constância em tua vida?
Do que é feita tua linearidade?
Pensamentos que te afligem todos os dias, ações que te conduzem mesmo que tardias. O que você faria se tudo fosse perdido e apagado?
Meu convite é para o novo, é para o improvável, é para o você imprevisível! Um convite ao Fernão Capelo Gaivota, à Lou Salomé e ao beija-flor infiel. Um convite ao teu preferido e tuas preferências.
Convido-o a ser mais você que já sido por toda sua vida, apague todos os pensamentos e modifique todas as ações: Não faça backup, simplesmente delete!
Viva o novo, curta-te ao máximo!
Não o quero perfeito e novelístico, quero-o humano, demasiado humano!
bjinhus Lelli
aeeeeeeeeeeeeeeeeh Tatiana!
Parabéns pela estreia da sua coluna e pelo texto! Curiosamente, tive este livro em mão mas nunca o li! rsrsr Porém, vou coloca-lo na minha infinita lista de leitura! Quem sabe eu não o leia, né?
beijos!
Li ” Fernando Capelo Gaivota” há alguns anos e me emociono com a estória até hoje.
Na realidade eu tinha uma busca por espiritualidade que fez com que o livro viesse de encontro ao que eu sentia.
Todas as coisas são possíveis aquele que acredita, até mesmo alçar os mais altos vôos nesta vida.
Um beijo.
Com certeza vale muito a pena ler! É um aprendizado que se carrega pra vida inteira!! É encontrar a liberdade e viajar em universos em mundos distintos.. Eu lembro que minha mãe leu esse livro pra mim qndo eu tinha 5 anos. Nunca vou esquecer, ela lia baixinho para não me acordar, na época eu estava hospitalizada, mas ai eu pedi para ler mais alto pois estava gostando da história, rs.. Um aprendizado pra vida toda!!
Beijão Taatiii!!
Parabéns pela escolha Taty! É um belo livro que todos deveriam ler! Sei que as coisas estão mudando em uma velocidade acelarada jamais imaginável e isso tem gerado em muitos a falta de vontade de correr atrás dos objetivos, mas acredito que a vida é muito insignificante se não tivermos sonhos e este livro mostra exatamente o que muitos deveriam entender e aplicar em suas metas!
beijos
Amora…
Sinopse perfeita…
E perfeita também sua escolha: de que mais poderia falar uma alma nômade, senão da liberdade?
A liberdade que é muito mais do que se propaga, do que se fazer o que bem entende… pois ela pode significar até o contrário, por que não?
Também li esse livro no início da minha adolescência e acho que reler é sempre bom! Já não somos os memos e nossas leituras podem ser outras…
Te adoro, amiga, e te admiro cada dia mais!
Beijos!!
^^
Boa noite!
Primeiramente gostaria de agradecer a todos que nos visitam e comentam emt odas as colunas, são vocês que nos incentivam a continuar nosso humilde trabalho de divulgar a Cultura em seu todo!
Escolher falar sobre Fernão Capelo Gaivota logo de início não foi muito difícil, porque sempre me lembro dele como um dos meus livros de cabeceira.
Glenda, sempre que me lembro desse livro penso no tanto que ele me ensinou a querer voar. Agora aprendi inclusive que posso me fixar voando também!
Gustavo, obrigada por vir aqui, lindo! Que bom que também recomenda esse livro, ele é muito bom mesmo!
Lele, amiga, tão bom ver você aqui! Obrigada pelo seu carinho de semrpe!
Pequi, nossa, não imaginava que você gostasse desse livro! Ele representa a liberdade e a busca constante dela.
Marília, amiga #TTsuda, bom saber que se interessou por Fernão Capelo Gaivota. Semre me lembro desse livro. Espero que logo você consiga lê-lo para nos contar o que achou!
Lelli, querida amiga, vejo que trouxe muitas boas lembranças a todos aqui nesse artigo, não?
A parte no comentário em que você diz:
“Viva o novo, curta-te ao máximo!
Não o quero perfeito e novelístico, quero-o humano, demasiado humano!”
marcou-me muito, mais do que nunca vejo-me humana!
Cláudia, obrigada!
Comecei bem a coluna? Quando tiver a oportunidade leia o livro e nos conte o que achou!
Paulo, você tem razão quando fala em acreditar, em fé.
E realmente é isso que lembra muita coisa do livro: não desistir!
Su, que legal que sua mãe lia o livro pra você e você queria continuar ouvindo-o! Tão bom despertarmos o hábito de boas leituras desde cedo! Obrigada por tudo!
Patrícia, o que você disse é verdade. E o livro nos dá a dimensão de que podemos e somos capazes de mudar nossa história!
Hélia, querida amora que sempre me emociona, você disse algo marcante: uma alma nômade falando da liberdade, claro! O que mais uma alma nômade pratica tão intensamente?
Abraços e novamente muito obrigada pelo carinho!
Ótima recomendação,adorei a sinopse e vou ler com certeza!
Parabéns pela coluna e vamos seguindo em frente plantando Rosas…
Adorei…uhuhu (Tatús de todos os tipos invadindo o P&V)uhuhu kkk
Bjos
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Prosa em Verso
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(…)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
“Trouxeste a chave?”
(Carlos Drummond de Andrade)
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