Os grandes autores sobrevivem para a eternidade!
Por Jonny Almeida em Meu papel binário – Bookess
“Assim como é de cedo que se torce o pepino, também é trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos”. Monteiro Lobato, nosso maior escritor infantil, estava certo.
Em um espaço tão controverso como a internet, até onde cabe nossa atuação como escritores e, portanto, responsáveis por “catalisar” e registrar o nosso momento com as histórias que servirão para entreter e formar a nossa e as futuras gerações?
Estamos vivendo um momento conturbado com um mundo de desafios que nosso país tem enfrentado para “deslanchar” como uma nação exportadora de capital intelectual, o que nós, produtores de conhecimento tanto ansiamos. Portanto, para nosso esforço valer a pena, para termos leitores, é necessário, antes de mais nada, ter brasileiros lendo. “As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso.” já dizia Santos Dumont. Se a teimosia e o trabalho levaram um homem a nos fazer voar, podem fazer um escritor “criar” leitores.
Temos diversos educadores na Bookess, como Maria Hilda e Cristiana Passinato, pessoas que, através dos livros ou das aulas, ajudam a construir um povo mais instruído. Temos inclusive nosso querido Douglas Turolli, autor de Geena e outros, ajudando várias pessoas a viver nesse novo mundo tecnológico.
O que queremos dizer com isso é: ser escritor não é somente colocar palavras no papel. Não se trata de coesão textual e sim de uma responsabilidade para com o momento em que vive, para a sociedade. Autores superficiais podem fazer sucesso momentâneo, mas somente aqueles preocupados com a sociedade em que vivem, dissecando-a ou buscando integrar valores nela são os que sobrevivem para a eternidade.









Sempre considerei que escrever, ser escritor, é de uma imensa responsabilidade. Você não escreve para si, escreve para os outros.
Quando tinha 11 anos – e já era apaixonada por Chico Buarque – peguei na biblioteca da minha escola (é, eu frequantava muito a biblioteca!!) o livro “Perto do Coração Selvagem”, de Clarice Lispector. Eu já gostava de ler. Desde que aprendi a ler com fluência, aos 5 anos, costumava ler de tudo em casa: revistinhas da Mônica, catálogos telefônicos, dicionários, enciclopédias, a Bília da minha mãe… e livros literários, claro…
Mas, ao ler Clarice e seu denso coração selvagem, algo mudou em mim… Mudou em meu modo de enxergar as coisas e, principalmente, meu modo de ler… os livros e o mundo. Nessa época, além de Clarice, surgiu em mim uma paixão por Ferreira Gullar, Vinicius de Moraes, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana…
Mais que sobreviver para a eternidade, eles sobrevivem nos transformando! Isso é maravilhoso!
Parabéns pelo tema, pelo texto! É algo que, por mais que falemos, nunca estará desgastado.
Beijos!
Gostei do seu levantamento e gostaria de complementar generalizando um pouco.
Pode ser levado em consideração o seu ponto de vista em todas as manifestações artísticas, e na arte em si acho que muitas pessoas banalizam, e outras vêem como uma simples maneira de ganhar dinheiro e outros a tornam na prática isso.
Mas a arte sempre se tornará eterna quando transmitida com o sentimento que é vivê-la.
Usando a sua denominação “superficiais”, pra essas pessoas basta a fama e para os artista a eternidade que a arte proporciona.
Enfim, boas postagens pra você! =D
Jonny, seja bem-vindo à família P&V!
Fico feliz de tê-lo conosco representando o talento da nova geração, talentos esses que a Bookess cuida muitíssimo bem!
Quando pequena eu comecei a ler bem cedo, Monteiro Lobato foi o carro-chefe de minhas leituras infantis, mas precocemente corri aos livros infanto-juvenis antes mesmo dos 10 anos de idade.
Hoje temos muito talentos a cultivar, talentos que escrevem com o coração e não são coisas superficiais.
Abraços!
Como colunista também do P&V sinto orgulhosa em fazer parte de um time de tamanha qualidade! Quero deixar aqui o meu sincero desejo de muito sucesso e que a cada dia possamos nos aprimorar mais! Um abraço!
Uau, tô vendo que já me encaixei por aqui.
Concordo com vc, nós escritores temos que criar leitores. E escritor não é apenas escrever e escrever. O que seriam dos escritores se não fossem os leitores. Acredito que é um momento mágico, o momento da leitura é um dos mais gostosos que existe. É um encontro de almas distintas que viajam em pensamentos e teorias.
Escrever é uma arte e saber ler e interpretar os sentimentos dos escritores é uma arte maior ainda!!
Vamos lendo e escrevendo por aqui e criando leitores ainda maiores!!
Adoorei!!^^
Olá,
Gostei muito de ler sobre autores e que escrevermos com responsabilidade é o mais importante.
Acabei escrevendo para acabar com o preconceito – Espero ser bem sucedido um dia – mas minhas paixões estão em livros de literatura como Paulo Coelho, Richard Bach e Hermann Hesse. No entanto, sinto falta dos malditos. Daqueles que escrevem sobre o que ninguém espera como Nelson Rodrigues e Caio Fernando de Abreu. Ou do virtual Moa Sipriano.
Escrever sobre homossexualidade com amor e sexualidade explícita não é fácil!
Que a sua chegada aqui nos traga muitos pontos de vista!
Abraços!
Olá querido Almeida, (gostei mais do segundo nome)
Confessando que foi até agora a coluna que mais gostei, despertar o prazer pela leitura, torná-la acessível sem banalizar… encontrar o ponto.
Saber da importância por trás das brincadeiras de palavras e fazer de maneira consciente. Abriu meus olhos para diversas situações…
Icentivo!
Bjinhus, autores e leitores
Lelli
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Prosa em Verso
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(…)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
“Trouxeste a chave?”
(Carlos Drummond de Andrade)
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